terça-feira, 11 de julho de 2017

DICAS - FAZER CALDO DE FRANGO/GALINHA CASEIRO

DICAS - CALDO DE FRANGO/GALINHA CASEIRO

Quando me dão frango ou galinha caseira, criado no campo, aproveito sempre para fazer caldo caseiro o qual congelo em porções que mais tarde uso para fazer arroz não adicionando outra gordura.

Se o animal vier com os miúdos (pescoço, coração, moela, fígado) coloco tudo a cozer e faço canja, mas antes de adicionar a massa tiro um porção de líquido com gordura, pois estes animais criados no campo têm mais gordura.

Desta vez deram-me metade de um frango sem miúdos a que tirei a pele e pescoço e cozi em água sem sal. Coloquei o liquido e respetiva gordura em recipientes e guardei no congelador. com o restante frango fiz esta receita

JARDINEIRA DE FRANGO

JARDINEIRA DE FRANGO


Esta é mais uma receita que me traz boas memórias de infância. Uma receita simples e que permite diversificar os ingredientes. Pode ser feita com carne de vaca, coelho, borrego, frango ou galinha, porco, lulas, chocos, etc. Até mesmo os legumes podem variar: alho francês, ervilhas, feijão verde, pimentos e até mesmo soja como encontrei uma receita na internet.

A base desta receita é sempre a mesma: cebola, alho, colorau/pimentão doce e azeite ou banha ou ambos. Depois há quem junte batata ou arroz ...  

Porquê colorau/pimentão doce e não tomate? Pode usar tomate, claro está, mas uma das curiosidades que me foi passada pela minha mãe é que no tempo dela e dos meus avós, numa aldeia do Ribatejo, como não existiam frigoríficos e dado que as receitas com tomate como ingrediente azeda muito rápida e facilmente, principalmente em tempo quente, os guisados e refogados eram feitos apenas com colorau também chamado pimentão doce. 

Agora a resposta à minha questão "porquê jardineira? qual a sua origem?"? Não encontrei nada que me elucidasse!!! Então a minha interpretação é que o nome foi dado por se tratar de uma mistura de várias cores, como se de um vaso ou jardim se tratasse com a sua miscelânea de flores coloridas. 

Seja como for é muito versátil e saborosa! Veja neste link o que fiz com a pele e pescoço!!

Ingredientes

1 frango (tirei a pele)
1 cebola grande
2 dentes de alho
1 folha de louro
banha q.b. (ou mistura com azeite ou apenas azeite)
1 colher de café de colorau/pimentão doce (eu gosto mais vermelhinho usei 1 colher de chá)
1 dl de vinho branco (ajuda a amaciar a carne)
sal q.b.
malagueta (opcional)
2 cenouras cortadas às rodelas finas
500 gr feijão verde (mais ou menos) cortado ao meio no sentido do comprimentos e depois em pedaços mais pequenos formando pequenos "palitos"
500 gr batatas (mais ou menos) cortadas aos quadrados pequenos (ver nota)

Modo de preparação

Corta-se a carne aos pedaços pequenos, colocam-se num tacho com a banha (ou azeite), a cebola e os dentes de alho picados (como cá em casa há quem não goste de encontrar "coisinhas" eu triturei), o louro sem o veio do meio (sempre ouvi dizer que deve ser retirado!), sal, malagueta e o colorau.

Rega-se com o vinho branco.  Tapa-se o tacho e deixa-se cozinhar em lume brando. Se secar antes que a carne esteja cozida vai-se juntando água aos poucos conforme for secando, até que a carne esteja cozida.

Quando a carne estiver quase cozida verifique se tem água suficiente para cozer os restantes ingredientes, caso não adicione um pouco de água e quando estiver a ferver junta-se o feijão verde, as batatas e as cenouras. Nesta altura se for necessário adicionar água é melhor que esta seja previamente aquecida para não interromper a cozedura dos legumes.

NOTA: Costumo colocar apenas a quantidade de batata suficiente para uma refeição, pois não gostamos da batata reaquecida. Se sobrarem legumes é mais fácil reaproveitar, nem que tenha que cozer esparguete ou arroz à parte, colocando a jardineira por cima na altura de levar à mesa.


segunda-feira, 10 de julho de 2017

OMELETE DE CURGETE, TOMATE E QUEIJO NO FORNO

OMELETE DE CURGETE, TOMATE E QUEIJO NO FORNO

A receita que hoje partilho foi retirada de uma revista semanal e dava pelo nome de Clafoutis de curgete, tomate e queijo. Para mim chamar-lhe-ia Souflé pois, ou mais propriamente uma Omelete de forno dado que não leva farinha como é o caso do Clafoutis e a consistência parece-me mais isso.

Segundo a definição que encontrei Clafoutis é uma espécie de pudim, supostamente com a consistência do flan e será um tipo de sobremesa francesa feita com fruta e um creme de farinha, ovos, leite e açúcar e vai tudo a cozer ao forno.

Decidi chamar-lhe Omelete pronto! Só o que interessa é o sabor; divinal!

Ingredientes

1 curgete ralada
2 dl de natas
5 ovos
sal q.b.
pimenta q.b.
cominhos q.b.
1 colher sopa de manteiga para untar
200 gr tomate cereja (usei tomate normal)
150 gr queijo feta (ou outro queijo que tenha forte sabor)

Modo de preparação

Pré-aqueça o forno a 180º.

Bata os ovos e junte as natas. Envolva a curgete ralada com as natas e os ovos batidos. Tempere com sal com moderação pois o queijo fete tem um elevado teor de sal, pimenta e cominhos (esta última especiaria faz muita diferença no sabor final; eu que não gosto de cominhos achei que era essencial visto que a curgete não tem grande sabor). Rectifique os temperos. Unte uma tarteira com manteiga e verta a mistura dentro dela.

Disponha por cima o tomate-cereja cortado ao meio (ou tomate normal em fatias grossas) e o queijo feta cortado em cubos (ou outro queijo à escolha mas sugiro que seja um de sabor forte pelo mesmo motivo que mencionei em relação ao uso de cominhos)

Leve ao forno, durante cerca de 30 minutos ou até estar douradinho.

Retire do forno e sirva acompanhado de salada ou legumes cozidos. Bom proveito!






domingo, 18 de junho de 2017

BOLO NESTUM

BOLO NESTUM

Segundo uma informação que vi na net (não garanto a veracidade) o Nestum - papa de cereais - "O Nestum só é consumido por Portugueses. É um produto fabricado em Portugal, distribuído em Portugal tendo somente distribuição no estrangeiro onde residem comunidades Portuguesas. " (in http://traulitadas.blogs.sapo.pt/12248.html), mas o facto é que apesar de ser muito apreciado pela maioria das pessoas, mesmo adultas, cá por casa não é do agrado.

Um dia deram-me Nestum de Mel e de Bolacha Maria. Confrontada com o facto de ambos os pacotes terem sido abertos para experimentar, não podendo assim dá-los, pesquisei que receita poderia ser feita com eles.

Descobri o bolo que é muito bom.

Ingredientes:

100 grs. de Nestum (sabor a gosto)
200 grs. de farinha (usei com fermento, para bolos)
300 grs. de açúcar (usei 250 grs de açúcar amarelo)
6 ovos
1 chávena de chá de óleo
1 colher de sobremesa de fermento em pó

Modo de preparação:

Pré-aquecer o forno a 180º e untar uma forma com manteiga e polvilhar com farinha. Sacudir a forma com a boca para baixo para sair o excesso de farinha

Na receita que eu vi dizia que era só misturar todos os ingredientes, de qualquer forma eu fiz como faço com todos os bolos.

Bati, com a vara, as gemas com o açúcar até ficar um creme esbranquiçado. Juntei o óleo e envolvi com uma colher ou espátula. Misturar os secos (farinha+Nestum+fermento) e envolver no creme de ovo. Bati as claras em castelo e envolvi no preparado.

Verter a massa dentro da forma e levar a cozer no forno durante cerca de 35 minutos ou até que espetando um palito este saia seco, sem massa agarrada.



SALADA FRIA DE LEGUMES ASSADOS E ESPARGUETE

SALADA FRIA DE LEGUMES ASSADOS E ESPARGUETE


A mudança de atitude em relação à alimentação por parte da minha filha levou-me a procurar alternativas sem que utilize peixe, carne e mariscos. Mantém os derivados de leite (queijo, iogurte) e ovos.

Aproveitando que estes últimos dias têm estado entre 35º e 43º de temperatura (em finais de Primavera!!!) abri o frigorífico e ...


Tinha resto de legumes assados e resto de esparguete cozido. Juntei tudo e comeu-se frio. Que bom!!!


Legumes assados:


Aquecer o forno a 180º.


- colocar todos os ingredientes num tabuleiro de ir ao forno de modo a que não fiquem uns em cima dos outros. Usei o próprio tabuleiro do forno porque sendo de material tipo chapa faz com que os ingredientes fiquem mais assados com aquela crosta característica;

- usar o que mais gostar (cenouras, pimentos, abóbora, courgete, alho francês, cebola, brócolos, etc) todos cortados em pedaços mais ou menos iguais;
- pode aproveitar e juntar batata (normal ou batata doce) cortada em rodelas da grossura de um dedo e nesse caso não precisa misturar com o esparguete;
- temperar a gosto (sal, pimenta) podendo juntar ao tempero gengibre ralado, e ervas aromáticas (por exemplo salsa, coentros, orégãos, tomilho, alecrim, etc); 
- juntar um fio de azeite;
- Envolver tudo muito bem
- colocar o tabuleiro no forno e deixar assar até que os legumes estejam no ponto de cozedura que pretenda. Há quem goste deles mais cozidos e há quem prefira mais crocantes ...

SUGESTÃO: Eu aproveito e coloco sempre uma (ou mais) cabeça de alho a assar que depois posso utilizar para temperar o prato no final espremendo um ou dois dentes desse alho assado. Fica alho adocicado, com um sabor completamente diferente. Pode fazer este processo com a cebola e com a beterraba, deste modo: lavar muito bem a cabeça de alho inteira, com casca. Cortar ao meio e temperar som um pouco de sal, pimenta e um fio de azeite.
Envolver muito bem nos temperos. Embrulhar as metades do alho cada uma num pedaço de papel de alumínio (com a parte brilhante do papel em contacto com o alimento) e fazer um embrulho o mais vedado possível. colocar no tabuleiro e vai a assar até ficar mole no interior.







sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

BOLINHOS DE CHUVA

BOLINHOS DE CHUVA ou SONHOS SIMPLES

Uma receita que se faz só com uma mão!!! 

Estar com uma mão ao peito por altura das épocas festivas do Natal não dá muito jeito!!! Ainda para mais nos outros anos não me apetecia tanto comer doces típicos da quadra como este ano que não os posso fazer! 

Não sendo eu mulher de ficar de braços cruzados e tendo ainda uma mão válida ... toca a pôr mão à obra e não é que saíram bem?!!!

Estes fritos são consumidos em Portugal e no Brasil. Os Bolinhos de Chuva foram mais dados à fama pelas mãos da Tia Nastácia que os fazia para o Pedrinho, Narizinho e para a boneca de pano Emília no programa Sítio do Pica Pau Amarelo. Creio que em Portugal se trate de mais um tipo de Sonhos.

Os ingredientes principais são a farinha, os ovos, o fermento ou bicarbonato de sódio e o leite; óleo para fritar; açúcar e canela para polvilhar. Depois é acrescentar a criatividade! Segundo algumas receitas que encontrei na net aqui ficam algumas sugestões mas que ainda não experimentei: substituindo a canela por chocolate; recheando com chocolate, leite condensado ou creme de ovos ou juntando fruta ou frutos secos à massa. É uma massa que fica muito semelhante aos donuts e à Bola de Berlim.

Nesta receita surgiu-me que quando se fale de ovos em doçaria deveria ser mencionado o peso destes pois hoje em dia há-os de todos os tamanhos e na maior parte das receitas faz toda a diferença, principalmente quando a receita depende da consistência da massa e nunca se tenha feito como foi o caso. Os meus ovos eram caseiros mas pequenos daí usei 2.

Ingredientes

2 ovos pequenos ou 1 grande 
1/2 xícara (chávena) de chá de leite
3 colheres de sopa de açúcar
1 xícara (chávena) da farinha de trigo (usei já com fermento)
1/2 xícara (chávena) da farinha Maizena amido de milho (ou substituir por farinha de trigo)
1 colher de chá de fermento ou bicarbonato de sódio
açúcar e canela q.b. para polvilhar

Modo de preparação

Em todo o processo apenas usei um batedor de varas manual.
Num recipiente misturar as farinhas, o fermento ou bicarbonato e o açúcar. 
Noutro recipiente bater ligeiramente os ovos e juntar o leite.
Misturar o preparado líquido à mistura seca envolvendo.
A massa deve ficar a escorrer mas de forma que se note que faz um cordão ao cair, ligada e não muito líquida mas também não muito espessa. Se bem que mais uma vez depende do gosto: quanto mais espessa ficar a massa mais pesados ficam os bolinhos e ficando menos espessa ficam mais fofos.

Colocar uma frigideira alta com óleo a aquecer. Quando estiver quente com ajuda de 2 colheres de sobremesa vão-se colocando colheradas no óleo e deixam-se fritar até que fiquem lourinhos. Quanto mais pequenos menor o risco de ficarem crus por dentro e o lume não pode estar muito alto nem muito baixo.

Enquanto a primeira quantidade frita prepara-se a mistura de açúcar com a quantidade desejada de canela e reserva-se.

Retirá-los com uma escumadeira, colocá-los num prato com papel absorvente onde ficam a escorrer enquanto se coloca outra porção a fritar. Os que estão a escorrer entretanto podem ser passados pela mistura de açúcar com canela e colocam-se num recipiente esperando pelos outros bolinhos para irem depois todos à festa!!!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

PÊRAS BÊBEDAS

PÊRAS BÊBEDAS
Quem já "passeou" pelo meu blogue sabe que eu tenho sempre curiosidade em saber a história e/ou estórias das respetivas receitas.

Esta deliciosa e perfumada receita suponho que não seja exclusiva nem originalmente de Portugal. Se bem que pela qualidade da nossa pêra rocha e pelos nossos excepcionais vinhos não me admiraria, para além que as especiarias usadas nos deixam no olfato e paladar um enquadramento dos Descobrimentos.


Ora na minha pesquisa aqui por estes "mares" cibernéticos encontrei referência a uma lenda que para mim é um enquadramento perfeito para esta receita. A lenda de Martim Regos "Em plena época dos Descobrimentos um herói português, aventureiro, descobre a plenitude da vida nos quatro cantos do mundo... percorre o continente africano, anda pelo Egipto, explora a costa do Brasil, visita Veneza, conhece Meca e Jerusalém, chega à Índia e acaba por ser o primeiro europeu a entrar na China depois de Marco Polo..." (retirado da sinopse do livro da "Wook"). 


"Quis então meu pai saber se me haviam dado vinho a beber secretamente ou peras emborrachadas ou águas de maçã arrecadada, pois tais coisas que eu ali estava dizendo não lhe pareciam senão pensares de cristão avinhado." In a Lenda de Martim Regos, pág. 96 (retirado do site "À volta das letras").


A minha única sugestão é que use uma qualidade de pêra que depois de cozida não se desfaça (tipo pêra rocha que mantém a consistência) e não as deve deixar cozer demasiado. Gosto sempre de juntar água ao vinho usado para ficar mais suave mas pode optar por usar apenas vinho, ou uma mistura de vinho licoroso com vinho branco ou tinto.


Ingredientes

12 pêras de tamanho médio, maduras mas ainda duras, mas não verdes e todas do mesmo tamanho +-
400 ml de vinho moscatel (ou vinho do porto ou outro vinho licoroso a gosto ou até vinho tinto ou branco)
200 ml de água
200 gr de açúcar (ver "Nota" no fim da página)
4 cravos da índia (não usei porque não tinha)
1 anis estrelado (não usei porque não tinha)
2 paus de canela
sumo de limão (para colocar na água enquanto se descascam as pêras)

Modo de preparação

Descascar as pêras com cuidado de forma a manter o pé e com que fique com a base o mais lisa possível para que se mantenham em pé. Coloque as pêras descascadas dentro de um recipiente com água e sumo de limão para que não escureçam.

Retire as pêras da água com o limão e coloque-as num tacho largo o suficiente para caberem as pêras em pé ao lado umas das outras e que fiquem cobertas pelo líquido que se lhe vai juntar. Colocar todos os ingredientes e deixar cozer, em lume brando, não tapando totalmente o tacho, até que as pêras não ofereçam muita resistência ao serem espetadas com um garfo ou faca. Durante cerca de 30 a 40 minutos, depende da qualidade da pêra e do seu tamanho. 

Caso não tenha um tacho com essa capacidade e seja um pouco maior tem que ir virando as pêras para que cozinhem por igual.

Normalmente o acho que o líquido não fica na consistência que me agrade. Retire as pêras e deixe o líquido ferver uma pouco com o tacho destapado, até que fique com a consistência de xarope.

Verter o xarope por cima das pêras e servir morno ou frio, salpicadas ou não com amêndoa, nozes, pistácios ou amendoins picados.

Bom apetite! 

NOTA: Se usar vinho tinto ou branco em maior quantidade que o outro líquido que junte, tenha o cuidado de aumentar a quantidade de açúcar pois este tipo de vinhos de mesa são menos doces do que os vinhos licorosos. Pode sempre ir provando e se necessário aumentar a quantidade de açúcar aos poucos, dando tempo para que de desfaça e tenha presente que no final o doce vai ficar mais concentrado quando o líquido se transformar em xarope.