sábado, 26 de janeiro de 2013

TARTE QUEIJADA DE SINTRA

TARTE QUEIJADA DE SINTRA
"Já se encontram referências às Queijadas de Sintra, como fazendo parte de pagamento de foros, no ano de 1227, quando reinava D. Sancho II, o Capelo. Quanto ao local de origem das queijadas parece ter sido em Ranholas, na freguesia de S. Pedro de Penaferrim.
De todas as marcas, a mais antiga é a Sapa, com fábrica na Volta do Duche, hoje explorada por Francisco Barreto das Neves, mais conhecido por “Chico Neves”. Através de documentos, não é possível determinar a relação de parentesco entre “Maria Sapa”, nascida em 1756, e os outros Sapas, também de Ranholas, e que nessa localidade fabricavam queijadas. Considera-se, no entanto, que eram todos daquela família, oriunda daquela localidade.
Em meados do século XIX, aparece em Ranholas uma Maria das Neves, casada com Manuel Antunes, ela da família “Sapa” e que também fabricava o afamado doce.
Com a inauguração do caminho-de-ferro, em 2 de Abril de 1887, o trânsito pela estrada de Lisboa começou a reduzir-se gradualmente e os industriais de queijadas que, até essa data, vinham aos domingos fazer a sua venda a Sintra utilizando burros, viram-se na necessidade de transferir para a vila o seu negócio.
Respeitando a receita dos seus antepassados, as queijadas fabricadas actualmente continuam a merecer a fama que criaram.
Camilo Castelo Branco, no seu livro “Aventuras de Basílio Fernandes Enxertado”, cuja primeira edição é de 1863, diz a certa altura: “Basílio levava na algibeira do albornoz um embrulho de queijadas da Sapa.” A que Sapa se refere? Atendendo a que a primeira contribuição industrial que pagou Francisco Antunes das Neves está datada de 1871 (referente à fábrica de Ranholas) parece poder concluir-se que se refere a seus pais, a Maria das Neves (dos Sapas) e marido Manuel Antunes ou, então, a uma irmã da primeira, Josefa das Neves, que, nessa data distante, também fabricava em Ranholas o mesmo doce com a designação de “Sapa”." In http://www.cm-sintra.pt/Artigo.aspx?ID=3444





Ingredientes
400g de queijo fresco (equivale mais ou menos a 2 queijos grandes ou 4 pequenos)
300g de açúcar
4 gemas de ovos
60g de farinha com fermento 
2 colheres de sobremesa de canela
1 embalagem de massa quebrada de compra

Modo de preparação
Pré-aquecer o forno a 160º.
Colocar a massa numa forma de tarte, com o papel vegetal que ela traz e cortar o excesso de papel.
Picar a massa (fundo da tarte) com um garfo, bem picada, em vários sítios.
Bater o queijo com as gemas.
Juntar o açúcar e bater.
Adicionar a farinha e a canela e bater mais um pouco.
Deitar a mistura na tarte dando um jeito às bordas da massa quebrada para apresentação.
Vai ao forno a 160º durante o tempo total de 60 minutos (30 minutos coberta com papel de alumínio e os últimos 30 minutos destapada).
NOTA: As claras pode guardar, no frigorífico ou no congelador, para quando necessárias. Eu utilizei-as para fazer uma omelete de claras.
Se tiver queijos frescos a mais e não saiba como os aproveitar ou conservar por mais tempo, veja aqui.


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