quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Receita de Ano Novo
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

BROAS DE TODOS OS SANTOS (ABRANTES)

BROAS DE TODOS OS SANTOS (ABRANTES)
Esta receita é típica da região de Abrantes e é, normalmente, feita por altura de Todos os Santos (1 de Novembro).

Mas quem diz que só as posso comer nessa altura?

Comprei os ingredientes no tempo certa mas disponibilidade para as fazer foi passado 1 mês e meio e souberam ainda melhor :) É que preciso de ajuda para me segurarem o tacho, pois para além do meu curto 1,53cm o fogão é de placa e o tacho escorrega, falta igualmente a força... Portanto estava dependente da disponibilidade dos outros! Tristeza...!

Para mim existe uma combinação que pode parecer estranha mas gosto tanto!! Broas com tremoços. Pelas alturas de Todos os Santos as minhas avós encarregavam-se de me mimar: a avó paterna cozia os tremoços e a avó materna fazia as broas. Saudades!!! Tinha outro sabor, carregadinhos de carinho!

Ingredientes (cerca de 80 broas)
0,5 L de azeite
1 L de água
750 gr de açúcar  amarelo (ou 0,5 Kg de açúcar amarelo e 250 gr de mel, assim gosto mais)
30 gr de erva doce moída (uso o moedor de café)
10 gr de canela em pó
1 colher de café de sal,
100 gr de miolo de nozes partidas miudinhas (pode colocar até 250 gr.)
1 Kg de farinha (sem fermento, de preferência)
Variante: Pode juntar 1 colher de chá de café solúvel ou 1 chávena de café líquido, substituindo, neste caso, o equivalente de água

Modo de preparação
Picar as nozes para que fiquem em pedaços pequenos mas que se notem ao mastigar as broas.
Colocar num tacho largo o azeite, a água, o açúcar, o mel (se usar), a erva doce, a canela, o sal e as nozes.
Leve ao lume e deixe levantar fervura. Retire do lume e adicione a farinha envolvendo muito bem com uma colher de pau.
Vai novamente ao lume, para enxugar e cozer a farinha, durante 2 a 3 minutos, mexendo continuamente até que a massa se descole das paredes do tacho.
Retire a massa do tacho colocando-a sobre a bancada de trabalho e deixe arrefecer um pouco.
Enquanto arrefecem polvilhe o(s) tabuleiro(s) com farinha e ligue o forno em temperatura alta (coloquei a 200º, depende do forno).
Molde as broas, com a massa ainda quente e coloque-as no tabuleiro previamente polvilhado com farinha e com as costas de uma faca faça-lhes uns traços formando 1 ou 2 losangos (conforme o tamanho da broa), tendo o cuidado de não exercer muita força na faca para que as broas não fiquem espalmadas.
Vão alourar ao forno entre 10 a 13 minutos (conforme desempenho do forno). Assim que estivem louras (não muito) retire. As broas estarão ainda um pouco moles mas endurecem conforme vão arrefecendo e ficam sempre macias por dentro, mesmo que fiquem mais cozidas do que pretendíamos. Se deixar cozer mais ficam crocantes no exterior e macias no interior (é ao gosto).
Polvilham-se com um pouco de açúcar branco (opcional).

Bom apetite!

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

BOLACHAS DE MANTEIGA DE AMENDOIM E CHOCOLATE

Feitas pela filha
A minha filha adora manteiga de amendoim e há muito tempo que andava a dizer "Mãe, temos que fazer bolachas de manteiga de amendoim".

Temos...

Até que se queria teve que ser mesmo tenho (da parte dela). E que boas ficaram!

A receita foi tirada do blogue "A culpa é das bolachas"

DICAS - DESCONGELAR O CONGELADOR


Descongelar o congelador é sempre um trabalho que cá em casa é constantemente adiado para um dia mais oportuno.

Mas a oportunidade tem de ser sempre forçada! O congelador nunca está vazio ...

Definir um dia para a tarefa de modo a que nesse dia tudo o que esteja no congelador caiba nas caixas e sacos térmicos que tenho. Portanto as compras ficam limitadas!

1 ou 2 dias antes coloco os blocos de gelo no congelador
No dia infalível disponho à mão as caixas e sacos térmicos e coloco tudo o que está no congelador lá dentro assim como os blocos de gelo previamente congelados para manter o frio o mais possível, principalmente se for um dia de calor.

Desligo o congelador e coloco um recipiente com água a ferver em cada prateleira (depois de retirar as gavetas) e várias toalhas no chão para absorver alguma água que caia. Fecho a porta do congelador e deixo estar até começar a descongelar. Vou limpando conforme vai descongelando e renovando a água quente nos recipientes e com ajuda de um utensílio de cabo comprido vou soltando os blocos de gelo que teimam em se tornar difíceis de descongelar totalmente (apenas para apressar o processo). E é este o resultado final! 
Ligo o congelador no "turbo"/"super" (o meu tem um botão para congelar mais rapidamente) e coloco os alimentos que estão guardados nas caixas e sacos térmicos.
Uma limpeza!!!

Aproveito para vos deixar uma ligação de como resolver problemas com o frigorífico antes de chamar o técnico, publicado pela Deco Proteste. Basta clicar na frase com a cor diferente.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

BOLO BOCA DOCE OU DOS SAQUINHOS



Esta receita (foto superior) foi-me dada pelo meu cunhado muito prendado na arte da doçaria :).

É feito com Pudim (marca Boca Doce), ele fez com sabor a caramelo mas eu fiz com Leite Creme que não era daquela marca (foto abaixo) pois era o que tinha cá em casa e como tem a consistência semelhante ao dito pudim arrisquei. Ficou muito bom. Estou a pensar em experimentar a fazer com pó de Mousse de Chocolate ......

Um bolo que muda de sabor consoante o aroma de pudim utilizado e que, pela pesquisa que fiz na internet, é chamado igualmente de "Bolo dos saquinhos" visto que a medida usada é a do próprio saco onde vem o pó do pudim (tal como o do bolo de iogurte em que a medida é o copo do iogurte).

Ingredientes

2 pudins Boca Doce
6 ovos
4 saquinhos cheios de açúcar
6 saquinhos cheios de farinha
1/2 saquinho de leite
2 saquinhos cheios de óleo
2 colheres de chá de fermento

Modo de preparação

Batem-se os ovos com o açúcar até ficar um creme esbranquiçado e volumoso. Junta-se a farinha com o fermento, o pudim dissolvido no leite e o óleo. Bate-se tudo junto e vai a cozer no forno pré-aquecido até que espetando um palito no bolo este saia seco.

NOTA: O meu cunhado deu-me uma dica (que não fiz e também ficou óptimo) de que "no final da massa batida e antes de deitar para a forma juntei um pouco de água a ferver para ficar mais fofo, cerca de 1 chávena de café, de modo a que não altere demasiado a consistência da massa". Deixo a dica!

Este foi o meu, feito por mim com Leite Creme

terça-feira, 18 de novembro de 2014

MANTEIGA DE ALHO E SALSA

Simples e deliciosa, até mesmo para quem não gosta de sentir o alho ou as ervas aromáticas, ao mastigar.

Amolecer a manteiga (sem derreter totalmente) por exemplo no microondas.

Juntar alho ralado e ervas aromáticas picadas, a gosto (salsa, coentros, oregãos) e até mesmo um pouco de colorau se assim entenderem.

Triturar tudo com a varinha mágica e colocar num recipiente.

Vai ao frigorífico para voltar a ganhar consistência.

BOLO DO CACO

 BOLO DO CACO

Durante o meu meio século de vida tive a sorte de ir 3 vezes à Ilha da Madeira (se bem que apenas ao Funchal) e uma da iguarias que eu sempre tinha muitas saudades era do Bolo do Caco quentinho barrado com manteiga de alho ou com um suculento bife no meio.

Há muitos anos andava tentada a experimentar fazer mas por falta de tempo nunca se proporcionou.

O tempo, por estas alturas e infelizmente por um lado, já está mais acessível e coloquei mãos à obra este fim-de-semana mas pensei cá para mim: "Os miúdos não vão gostar por ter batata doce" (já vi receitas referindo que os verdadeiros bolos do caco não a levam). Engano o meu! Hoje é 3ªF e já quase que acabaram!!!


Este pão de origem árabe, muito levemente adocicado, de formato redondo e achatado cozido em caco (pedaço) de telha, sobre as brasas. Hoje em dia há diversas maneiras de o cozer: sobre uma pedra, numa frigideira, sobre uma chapa de ferro, no fundo de um tacho de barro ... e eu cozi uns na frigideira e outros no forno (as 2 metades que estão no topo da foto é um dos que foi cozido no forno e opinião cá de casa é que ficam melhores do que feitos na frigideira. A parte exterior fica mais macia). O recipiente escolhido para o cozer deve estar muito quente.

Ingredientes (cerca de 10 bolos)

1 Kg de farinha sem fermento
750 gr de polme de batata doce cozida e esmagada com um garfo (sem pele) (cerca de 1050 gr em crua)
25 gr de fermento de padeiro (usei uma saqueta de fermento seco para pão)
1 pitada de sal (cerca de uma colher de chá de sal fino)
água morna q.b. (usei 600 ml)

Modo de preparação

Cozer as batatas descascadas em água até estarem macias. Eu cozi-as no microondas com a pele depois de muito bem lavadas. Esmagá-las com um garfo enquanto estão quentes.

Num recipiente junte a água morna, o polme de batata, o sal e o fermento e misture. Adicione a farinha e bata até obter uma massa homogénea. Esta massa fica um pouco mole e a colar um pouco aos dedos mas ao mesmo tempo elástica.

Deixar repousar, tapada e em local abrigado de correntes de ar (ponho no forno, desligado claro), durante 2 horas ou até duplicar de volume.

Se os cozer no forno, nesta altura ligue-o para pré-aquecer, já com o recipiente/tabuleiro onde os vai colocar. 

Polvilhar com farinha a bancada onde se vai trabalhar. Retirar pequenas bolas de massa e formam-se os bolos com o tamanho desejado, sendo que a altura deverá ter cerca de 1,5  ou 2 centímetros. 

O recipiente deve estar muito quente. Cozinham durante cerca de 15 minutos virando-os a meio do tempose for no forno, sendo no bico do fogão esse é o tempo total de cozedura de todos os lados (incluindo as laterais). No final, ao pegar no bolo deve senti-lo "leve".

Deixo uma ligação (os tempos de cozedura - creio que depende muito de onde será cozido - e de descanso da massa são diferentes, é uma questão de experimentar) 

Estes foram feitos todos no forno e ficaram óptimos para além de dar menos trabalho. Enquanto cozem fazemos outras coisas. E com ajuda do alarme do fogão facilita!











quarta-feira, 8 de outubro de 2014

DICAS - TIRAR ESCAMA AO PEIXE FÁCIL E SEM SUJAR



Se há trabalho que não gosto de fazer é o de escamar peixe!

Por norma todo o peixe já vem devidamente amanhado da peixaria mas o bacalhau ter que se escamar em casa, depois de ter sido demolhado.

É sempre um drama com tanta escama espalhada nas paredes, no chão, no meu corpo e roupa e principalmente na pia do lava loiça e ralo.

Já experimentei várias técnicas entre elas: escamar dentro de água; escamar com uma colher; dentro de um recipiente o mais fundo possível. Nada me convenceu ou por não ter resultado, ou por não ser prático ou por não dar jeito! 

Até que há dias vi um programa de culinária (já não me recordo em que canal, mas era português) onde o chef dava a sugestão de se escamar o peixe, até era uma dourada, dentro de um saco de plástico.

Não fiquei muito convencida mas registei para uma próxima oportunidade!

Hoje chegou o dia!

Com 2 bacalhaus para escamar não estava mentalmente nem fisicamente preparada para depois andar a limpar escamas por todo o lado.

Consiste tão simplesmente em colocar o peixe dentro de um saco de plástico suficientemente grande para que lá caiba o peixe e simultaneamente se consiga fechar o mais possível permitindo igualmente uma boa movimentação da mão. Vai-se limpando a faca a um guardanapo de papel,

Apesar de algumas escamas mais atrevidas se terem esgueirado ... foi uma limpeza!

Aprovado!



sábado, 21 de junho de 2014

LASANHA DE BACALHAU E ESPINAFRES

LASANHA DE BACALHAU E ESPINAFRES
Para os meus filhos, bacalhau só à Brás ou com natas. Já enjoa preparar sempre o mesmo.

Adoram lasanha então resolvi tentar esta nova receita cá em casa e assim comeram também vegetais. E amaram!

Ingredientes

800 gr de bacalhau demolhado (desfiado sem peles e espinhas)
folhas de lasanha (seguindo a instruções de cozedura da marca)
200 gr de espinafres (usei congelados)
200 ml de natas
200 ml de molho bechamel (usei de compra)
1 cenoura ralada
1 cebola média picada
4 dentes de alho picados
coentros picados ou salsa (coloquei 6 ramos, incluindo os talos)
3 colheres de sopa de azeite
sal, pimenta, noz moscada ralada q.b.
queijo ralado q.b. (utilizei emental e cerca de 1/3 da quantidade de parmesão que é mais salgado)

Modo de preparação

Fazer um refogado com o azeite, cebola e alhos deixando cozinhar em lume brando com o tacho tapado até que a cebola fique transparente e macia.
Juntar os espinafres (congelados os já descongelados) e deixar ferver um pouco, com o tacho destapado, até secar a água que vão largando.
Adicionar o bacalhau, a cenoura e os coentros ou salsa e cozinhar durante uns minutos mexendo sempre. Logo que notar o bacalhau macio, desfazendo-se facilmente com a colher, apague o lume e junte o béchamel e as natas reservando cerca de 1/3 da quantidade de natas. Temperar envolvendo muito bem e rectificar os temperos.
Num recipiente de ir ao forno começa-se por colocar um pouco do creme de bacalhau, seguida de uma camada de placas de lasanha e assim sucessivamente terminando com placas de lasanha.
Verter as restantes natas por cima e polvilhar com queijo ralado.
O método de cozinhar a lasanha depende da marca que usa, portanto deverá proceder como recomendado pela marca. Eu uso placas de massa de lasanha seca (pré-cozidas), portanto  fiz do seguinte modo: Cobrir o recipiente com folha de alumínio e levar ao forno a 180º até a massa estar cozida (espete com um garfo para verificar o tipo de resistência, cerca de 40 minutos). Retirar a folha de alumínio e deixar durante mais uns minutos no forno para alourar o queijo.
NOTA: Uma dica - para preencher todos os espaços que as placas não permitem, devido ao formato do recipiente, eu parto as placas de forma a que todos os espaços fiquem com lasanha e assim rende mais.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

PESCADA COM SOPA DE CEBOLA E BATATA ASSADA

PESCADA COM SOPA DE CEBOLA E BATATA ASSADA

Temperar as postas com sal e pimenta e umas gotas de sumo de limão e deixar um tempinho a tomar o gosto dos temperos. A pescada só tem a ganhar se ficar um pouco com sal, fica a carne mais rija e faz mais lascas.
Diluir o conteúdo de um pacote de sopa de cebola com um pacote de natas (pode substituir por leite, ou metade/metade. 
Colocar as postas ou filetes de peixe numa travessa e regar com o preparado da sopa de cebola.
Lavar muito bem as batatas com a casca.
Como a batata leva mais tempo que o peixe eu fiz assim:
Piquei-as várias vezes com um garfo em ambos os lados da batata, coloquei-as num prato e levei-as ao microondas por cerca de 5 minutos virando-as a meio da cozedura.
Fiz-lhes os cortes, transferi-as para um pirex, coloquei uma lamina de alho em cada 2 fatias de batata, temperei-as com sal, pimenta, alecrim (ou orégãos), colorau e reguei com azeite (muito!).
Coloquei os 2 tabuleiros no forno a 200º durante cerca de 40 minutos.
Só faltou colocar salsa picada por cima, mas só me lembrei quando estávamos a comer...a pressa do dia-a-dia!
Hoje a criançada não reclamou por ser peixe!:))

Perguntou-me o meu filho: "Mãe o molho é de quê?" ao que eu respondi: "De natas!". É que ele não gosta de cebola e nem notou...!

FILETES DE POLVO COM ARROZ DE POLVO

FILETES DE POLVO COM ARROZ DE POLVO

FILETES DE POLVO

Cozer o polvo pelo método de sua preferência. Pode ver como prefiro cozê-lo aqui.
Separam-se os tentáculos da "bolsa". 
Cortam-se os tentáculos em 2 ou 3 pedaços (dependendo do tamanho do mesmo), sendo que a parte mais fina dos tentáculos se reservam para o arroz assim como a "bolsa".
Secam-se os pedaços de tentáculos com papel de cozinha ou guardanapos de papel pressionando levemente para que não retire a "pele" do polvo.
Com uma faca bem afiada, abre-se cada pedaço longitudinalmente sem separar e prendem-se com um palito, de um lado ao outro de cada metade para que ao fritar não encaracolem e para que não se separem.
Passam-se por farinha, depois por ovo batido e vão a fritar (também pode passar por último em pão ralado, ficam mais crocantes).
Claro que também podem fritar os pedaços de tentáculos sem os abrir.

Pode cozer o polvo num dia e dar-lhe utilização mais tarde. Sugiro que guarde em separado o polvo e a água de cozedura (quer guarde no congelador ou no frigorífico) pois facilita se tiver de usar um produto de cada vez e além disso, depois de frio a água fica gelatinosa e agarra-se muito ao polvo, ficando mais difícil separar um do outro.

ARROZ DE POLVO

Cortam-se a "bolsa" e as pontas dos tentáculos em pedaços pequenos e faz-se o arroz juntando-lhe esses pedaços (eu aproveito a água de cozer o polvo para fazer o arroz, mas deve verificar se tem muito sal)
Eu faço como se fosse arroz de tomate (este por acaso era risotto) mas com menos tomate (cerca de 1 colher de sopa de popa de tomate para 1 chávena de arroz). 
Quase no final junto um pouco de coentros picados ao arroz.

domingo, 27 de abril de 2014

DELÍCIA DE CHOCOLATE COM LEITE CONDENSADO

DELÍCIA DE CHOCOLATE COM LEITE CONDENSADO
- Mãe, não podes fazer um bolo?
- Não tenho tempo, amor!
- Eu procuro a receita e ajudo-te. O que é que tens cá em casa?
- Tenho chocolate, leite condensado e natas. E o resto para um bolo.

E foi esta a receita selecionada pela minha filha retirada da página "Sabor intenso".

- Esta receita não é um bolo!
- Mas tem tão bom aspecto!! Vamos experimentar, pode ser?

Apenas o leite condensado, o açúcar  e as natas foram menos; A minha lata de leite condensado tinha um pouco menos (o normal) e só usei um pacote de 200 ml de natas e acho que é suficiente. 

A opinião geral cá de casa é que é muito doce (somos gulosos mas não gostamos de doces com muito açúcar), embora eu tenha cortado um pouco no açúcar. Eu acrescento a minha opinião: tem tudo a mesma consistência, tudo com textura mole. Se a voltar a fazer provavelmente juntarei folhas de gelatina num ou em ambos os cremes e retirarei a bolacha.

De qualquer forma deixo aqui a receita tal como está no "Sabor Intenso" onde encontra o video da preparação da receita:

Ingredientes

4 gemas de ovo
1 lata de leite condensado com 397g
200 ml de leite
4 ovos
100g de açúcar
150g de chocolate em tablete de culinária partido em pedacinhos
100g de manteiga
300 ml de natas para bater
75g de açúcar
180g de bolacha maria picada
Raspa de chocolate q.b.

Modo de preparação

1. Num tacho, misture muito bem o leite condensado com as gemas.
Junte o leite e mexa.
Leve ao lume e deixe cozinhar em lume médio sem parar de mexer.
Logo que comece a borbulhar, retire do lume e mexa um pouco com uma vara de arames para que fique um creme liso.
Divida o creme por tacinhas ou coloque numa taça grande.

2. Leve ao lume em banho-maria, a manteiga e o chocolate partido em pedacinhos.
Depois de tudo derretido, mexa muito bem e retire.

3. Parta os ovos e separe as gemas das claras.
Às gemas, junte os 100g de açúcar e bata até que fique uma gemada.
Enquanto bate, junte aos poucos o chocolate derretido.
Bata muito bem.
Bata as claras em castelo bem firmes.
Com cuidado, envolva as claras com o chocolate.

4. Nas tacinhas ou na taça grande, coloque metade da bolacha por cima do creme amarelo.
Por cima da bolacha, coloque a mousse de chocolate.
Polvilhe a mousse com a restante bolacha.

5. Bata as natas até que fiquem fofas e volumosas.
Adicione os 75g de açúcar e bata até que fique chantilly.
Por fim, cubra a sobremesa com o chantilly e polvilhe com a raspa de chocolate.

6. Leve ao frigorífico durante 4 horas até que fique bem fresquinho.


quarta-feira, 23 de abril de 2014

COELHO À PORCALHOTA

COELHO À PORCALHOTA
Afinal a Amadora também tem um prato típico!

Porcalhota - O resultado da minha pesquisa foi interessante. Sabia que este nome tinha ligações com o concelho onde moro, mas não é bem como pensava. Mas o que importa é que é uma receita muito saborosa, tanto a carne como o molho, hummm! Foi do agrado dos 4 cá de casa.

Como se pode ler aqui, Porcalhota era um local vizinho da Falagueira (agora anexado à freguesia da Falagueira) e aqui ou aqui e também mais uma pitada de história destes dois locais é desvendada nesta página.

Quanto à origem da receita em nota de rodapé diz a autora do livro Cozinha de Portugal-Estremadura, Maria Odette Cortes Valente que é "Receita original de Pedro dos Coelhos (finais do século XIX). O coelho era criado no quintal da casa e alimentado com cuidados especiais."

Para mais curiosidades sobre Pedro Franco (O Pedro dos Coelhos ou Pedro da Porcalhota) sugiro as seguintes páginas:
"Correio-Mor" ou "Permanente Reencontro" ou "Câmara Municipal de Amadora - Gastronomia"

"Felizmente estavam chegando à Porcalhota. O seu vivo desejo seria comer o famoso coelho guisado..." referência ao restaurante e respectiva iguaria no livro "Os Maias" de Eça de Queiroz.

Ingredientes

A receita em que tomei por base foi a do livro Cozinha de Portugal embora com algumas adaptações por falta da  quantidade necessária de ingredientes (só tinha 150 grs de banha, 2 tomates e não tinha sangue do coelho). No que respeita à quantidade de gordura, na minha opinião a quantidade de banha que usei é mais que suficiente e por só dispor de 2 tomates pequenos acrescentei 2 colheres de sopa de polpa de tomate. Em substituição do sangue inclui os miúdos no refogado do arroz e a água com um pouco de sangue que ficou no alguidar e quando o arroz estava quase cozido juntei um pouco de vinagre (ver receita do arroz mais abaixo).

1 coelho com cerca de 1,200 Kg
1 colher de sopa de vinagre
400 gr de banha
1 cebola grande
3 tomates maduros
1 dl de vinho branco
1 dente de alho
1 ramo de salsa
3 colheres de sopa de azeite
sal e pimenta 

Modo de preparação

Mata-se o coelho com uma pancada na nuca e sangra-se para uma tigela onde já está o vinagre. Mexe-se para não coagular. Esfola-se. Parte-se aos bocados, pelas articulações, e aproveitam-se os miúdos e a cabeça. Leva-se ao lume um tacho largo com a banha e o azeite e logo que esteja bem quente colocam-se os bocados do coelho, sem os sobrepor, para corarem, e voltam-se para ficarem dourados dos dois lados. Junta-se depois a cebola e o dente de alho picados, o vinho, o tomate limpo de peles e sementes e a salsa picada e tempera-se com sal e pimenta. Tapa-se o tacho e deixa-se cozer em lume brando. Acompanha-se com arroz:

300 gr de arroz
1 cebola grande
2 dentes de alho
1 folha de louro
1 ramo de salsa
água
1 dl de azeite
o sangue do coelho
sal e pimenta

Leva-se ao lume, num tacho, o azeite com a cebola, os dentes de alho picados, a folha de louro e o ramo de salsa. Logo que esteja levemente louro tempera-se com sal e pimenta e adiciona-se a água (o dobro do volume do arroz). Quando levantar fervura junta-se o arroz lavado e enxuto e antes de o arroz estar convenientemente cozido adiciona-se o sangue, mexe-se com um garfo e deixa-se acabar de cozinhar.

NOTA: O meu arroz ficou um pouco cozido demais (foi a primeira vez que usei esta marca - branca)

CANEJA DE INFUNDICE

Um pitéu só para corajosos, no preparar e no comer...

Não, não fiz esta receita mas achei muito curioso.

Pesquisava uma receita numa colecção de livros de culinária, cada volume dedicada a uma região de Portugal ("Cozinha de Portugal - Estremadura" de Maria Odette Cortes Valente, publicados há muitos anos pelo Circulo de Leitores) quando me deparei com esta descrição, que embora longa, recomendo a sua leitura e se forem homens/mulheres de coragem confeccionem e partilhem comigo a foto do produto final porque não encontrei registos fotográficos do mesmo.

"Por ser confeccionado de modo tão característico, tem o privilégio de ter versos a si dedicados. Aqui estão dois:


"É um prato merecedor
de vinho com boas regas
Está fora de qualquer hipótese
Ser comido por piegas.

O nosso prato de caneja
é gastronomia pura
Pois só pode ser comido
por gente de barba dura" in "Junta de Freguesia da Ericeira"

Acrescento o significado de infundice "Barrela, ou lixívia feita de urina, na qual se põe de molho a roupa muito suja e encardida, para posteriormente ser lavada com mais facilidade." in Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. E já agora, por curiosidade, veja no final do documento a minha nota sobre cação que encontrei igualmente neste dicionário. Fantástico o nosso mundo!

Apesar de nunca ter ouvido falar, pela descrição confesso que não tenciono passar pela experiência nem de confeccionar, nem de comer (a não ser que não me digam!).

É de facto um interessante registo da história gastronómica de uma das belas regiões de Portugal, Ericeira, terra de pescadores! 

Transcrição integral a partir do livro acima mencionado e que foi cedido auto pela Câmara Municipal da Ericeira:

Preparação do peixe e cozedura

Trata-se de um peixe da família do cação, com característica de que só os conhecedores se apercebem facilmente. O tamanho ideal é de cerca de 60 centímetros, não tendo a preferência dos apreciadores o peixe de grandes dimensões. A caneja é preparada para cozinhar partindo-a em postas separadas na espinha e ficando todas presas ou ligadas pelas barrigas ou ventiejas. Em seguida é lavada (de preferência com água do mar limpa), salpicada com um pouco de sal e embrulhada no estilo de múmia, primeiro com trapos brancos entalados nos cortes das postas, para absorverem a exsudação  do peixe, e depois com uma serapilheira. Seguidamente é posto numa casa escura sem janelas e durante 5 dias  deixa-se "curtir". Passados estes dias, desembrulha-se o peixe e põe-se ao sol cerca de 15 minutos, tendo-se previamente retirado os trapos brancos já usados. Embrulha-se em novos trapos, repetindo a operação "múmia". Nesta altura já se lhe nota um forte cheiro amoniacal. Já vão rareando as pessoas que sabem fazer toda esta operação a preceito. A operação final consiste em pôr novamente o peixe na casa escura, de onde sai directamente para ser cozinhado. a duração do curtimento total é variável, consoante a preferência e capacidade gastronómica do apreciador. Se a caneja é destinada a iniciados ou a "amadores", o prazo total do curtimento não deverá exceder oito dias. Com um período superior a estes oito dias, a caneja é considerada como sendo para apreciadores "profissionais", tendo interesse referir aqui dois aspectos (e consequências) desta situação, pois o peixe nestas condições faz com que o azeite fique branco quando lhe cai em cima e, ao pôr-se uma garfada de peixe na boca, este desprende uma forma de gás que provoca um ruído ligeiro e a oclusão das fossas nasais no céu-da-boca. Passado o período (variável) do curtimento, o peixe é cozido separado das batatas, porque estas ficam negras quando o são em conjunto. O prato deve ser temperado com bastante azeite e os apreciadores não usam vinagre, nem sequer nas batatas. Quando bem curtido, o peixe, ao ser partido com o garfo, tem reflexos de madrepérola. Aspecto importante a ter em conta é o facto de o espectro solar impedir o curtimento durante os meses de Verão e próximos, pois a experiência ensina que só se deve fazê-lo entre Outubro e Março, de contrário o peixe fica sem consistência e adulterado. Ao saborear este prato verifica-se que o peixe curtido empresta ao conjunto da refeição sabores exóticos, mas muito agradáveis, pois o pão, as batatas, o azeite e o vinho têm um paladar completamente diferente do habitual. Há apreciadores deste prato que, por graça, lhe chamam a "droga benigna". Pormenor curioso a realçar é que com este prato não há vinho mau: todos sabem bem, tal o poder de transformação deste peixe assim preparado. Outra das suas características positivas é a ausência de digestões pesadas ou difíceis, mesmo quando ingerido em grandes quantidades, ao contrário do que acontece com pratos muito condimentados.

Conselhos ao iniciados na caneja de "infundice"

Ao tomar contacto pela primeira vez com o prato da caneja, o iniciado tem dificuldade em comer, situação que, a nosso ver, tem origem na falta de esclarecimento prévio sobre as suas características. Assim, o cheiro pronunciado do peixe no prato é tão somente amoniacal, sendo perfeitamente suportável, pois não é nauseabundo nem putrefacto. Também deve ser frisado a quem vai comer este prato que não vai saborear nenhum peixe "aristocrático", como o são, por exemplo a pescada, o sável, a garoupa, o cherne e outros. A caneja curtida e cozinhada dá ao conjunto da refeição um toque exótico e muito agradável ao paladar. A nível local temos confirmado que o bom gourmet, a pessoa que conhece cozinhas exóticas, não vira a cara à caneja, mesmo À primeira vez, e sempre que convidamos um estrangeiro ele não a rejeita: aprecia-a.

Origem da caneja de "infundice"

Nas nossas averiguação, de há meio século a esta parte, baseadas unicamente na literatura oral (não encontrámos bibliografia alguma sobre o assunto), nunca descobrimos dados concretos sobre as origens e preparação deste prato. A referência mais remota, também colhida na literatura oral, foi-nos prestada por um nosso familiar falecido com 98 anos cerca do ano de 1950, que nos disse ter conhecimento de que o prata da caneja de "infundice" já se preparava e comia nos tempos de seus pais e avós, também longevos, o que nos dá uma referência recuada no tempo de mais de 200 anos. Há várias hipóteses sobre o caso e uma delas reza que o prato da caneja teria sido trazido por marítimos da Ericeira que aportavam na Gronelândia, onde os esquimós curtiam o peixe deste modo. Existem na Ericeira grupos e tertúlias de aficionados do prato da caneja, notando-se-lhes a constante de serem pessoas da meia-idade para cima e também que são muito avessas a qualquer forma de publicidade do prato, que é uma raridade gastronómica, unicamente existente na Ericeira, aqui deixamos um registo da sua originalidade e virtudes."

E pronto...simples! :)

NOTAS (MINHAS)

Mas na continuação das minhas pesquisas sobre este assunto, e ainda com o bendito dicionário na mão...espécies de cação (43 se as contas não me falharam, sem contar com a simples palavra cação!!!):

Cação-Alecrim; cação-anequim; cação-angolista; cação-anjo; cação-bagre; cacção-baía; cação-baleeiro; cação-bico-de-cristal; cacção-branco; cação-de-areia; cação-de-bico-doce; cação-de-escamas; cação-de-espinho; cação-de-fundo; cação-de-rio; cação-do-raso; cação-do-salgado; cação-fiúzo; cação-frango; cação-galha-preta; cação-galhudo; cação-garoupa; cação-gata; cação-jaguara; cação-lixa; cação-luminoso; cação-mangona; cação-martelo; cação-olho-de-gato; cação-panã; cação-pardo; cação-pena; cação-peru; cação-pinto; cação-ponta-preta; cação-prego; cação-raposa; cação-rodela; cação-sebastião; cação-sicuri; cação tintureiro; cação-torrador; cação-viola!

quinta-feira, 10 de abril de 2014

FARÓFIAS NO FORNO COM PUDIM MANDARIM

FARÓFIAS NO FORNO COM PUDIM MANDARIM
Gostaria de saber a origem do nome e da receita mas as pesquisas que efectuei não foram conclusivas, se bem que encontrei uma abordagem muito interessante que podem ler aqui

Há quem diga que fazer farófias no forno é desvirtuar a receita. Até podem ter razão mas, quando não há saúde suficiente para estar em pé o tempo necessário para as cozer, deste modo ficam muito boas e a tarefa torna-se bem mais leve. Nuvens doces que se derretem na boca!

A receita de farófias é de utilização completa dos ovos e não de aproveitamento. Com as claras fazem-se as farófias (cozidas em leite) e com as gemas elabora-se o creme com o leite que sobrou de as cozer.

Neste caso, como fiz arroz doce com 5 gemas,  foi aproveitamento de claras e de pudim mandarim que era o que tinha em casa. Ao pudim acrescentei mais 200ml de leite para além do que diz nas instruções na tentativa de que ficasse menos consistente (não recomendo juntar mais quantidade porque depois fica muito soro e nunca fica mais cremoso devido aos ingredientes da sua composição, pudim). Juntei igualmente mais 1 colher de sopa de açúcar. Pode substituir o pudim por leite creme ou pelo próprio creme de gemas.

De qualquer forma deixo-vos aqui a receita convencional e a de forno, como faço.

FORNO
Ingredientes

5 claras de ovos (temperatura ambiente)
5 colheres de sopa de açúcar
1 pudim mandarim
leite e açúcar para fazer o pudim conforme instruções (acrescentei mais 200ml de leite e mais 1 colher açúcar)

Modo de preparação

Pré-aquecer o forno a 180º.

Bater as claras em castelo e quando começarem a encorpar vai-se juntando o açúcar aos poucos de cada vez nunca parando de bater entre adições, até que fiquem bem firmes e brilhantes.

Dispor as claras, às colheradas, num recipiente que possa ir ao forno e suficientemente alto, pois as claras crescem e quando lhe colocar o pudim, sobem um pouco.

Leve ao forno durante cerca de 8 minutos ou até estarem levemente douradas.

Entretanto prepare o pudim e depois de engrossado deite-o por cima das farófias. Pode servir simples ou polvilhado com canela e/ou frutos secos picados.

Pode igualmente cozer as farófias no forno e fazer o creme de gemas como descrevo a seguir.

CONVENCIONAL
Ingredientes

5 ovos à temperatura ambiente
200 grs de açúcar
1 l de leite
1 ou 2 tiras de casca de limão (opcional - atenção para não ir parte branca que amarga)
1 pau de canela (opcional)
1 colher de sobremesa de amido (farinha maizena, por vezes faço sem este ingrediente)

Modo de preparação

Parta os ovos separando as claras das gemas, tendo o cuidado para que não caia gema no recipiente das claras e esse deve estar muito bem seco antes de colocar as claras lá dentro. Qualquer deste factos (temperatura, condições do recipiente e gemas nas claras) compromete o resultado.

Coloque 750 ml de leite, 5 colheres de sopa de açúcar, casca de limão e pau de canela num tacho e deixe levantar fervura. Baixe o lume de modo a que mantenha o fervilhar (o leite deve apresentar um ligeiro tremelicar apenas e não a ferver em cachão).

Entretanto, bata as claras em castelo bem firme (costumo juntar uns pingos de limão ou uma pitada de sal de mesa para ajudar ao processo).

Retire a casca de limão e o pau de canela do leite e vá colocando as claras em neve às colheradas virando-as (durante 1 minuto a 1 minuto e meio de cada lado). Retire-as com uma escumadeira deixando-as escorrer  bem e vá-as colocando num prato.

Depois de todas cozidas, passe o leite por um passador de rede e reserve.

Misture muito bem o restante açúcar com a maizena e com as gemas bem batidas. Adicione aos poucos os restante 2,5 dl de leite e junte esta mistura, lentamente, ao leite onde as farófias cozeram. Leve ao lume a engrossar mas não deve ferver em galão, mexendo sempre.

Coloque parte do creme no recipiente onde vai servir, por cima disponha as farófias com cuidado, e regue-as com o restante creme de ovos.

Polvilhe com canela e/ou frutos secos picados (opcional).






sexta-feira, 4 de abril de 2014

FRESSURA COM ARROZ

FRESSURA COM ARROZ

Fressura é o conjunte de vísceras do animal (coração, fígado, pulmões também chamados bofe), de borrego, cabrito ou porco.

Era um prato normalmente confeccionado nos dias de matança do porco, na minha terra (como já referi noutros posts sou natural do Ribatejo, de uma pequena localidade perto de Abrantes), mas pela pesquisa que efectuei agora o mesmo acontece noutras regiões do país. 

A minha mãe, já em Lisboa onde estou desde os 2 anos de idade, costumava fazer até porque é um prato económico. Mas recordo-me que juntava sangue cozido (já se vendia assim) mas hoje em dia já não se vê, creio que pelas novas directivas de saúde alimentar, sei lá!. Na minha terra natal quando faziam este prato com fressura de porco não juntavam o sangue previamente cozido porque era necessário para fazerem os enchidos, mas quando o faziam de borrego aí sim ( a este prato de borrego chamam "Verde"). Há muito tempo que não comia.

Há dias a minha sogra deu-me uma fressura de borrego e eu deliciei-me. O meu filho (13 anos ) que adora petiscos e comeu pela primeira vez também adorou mas recomeço que é algo que causará alguma má impressão a algumas pessoas, principalmente no manuseamento das carnes.

A acompanhar, depois das carnes refogadas, pode-se fazer arroz branco ou de manteiga, esparguete, batata cozida. Pessoalmente gosto mais de cozinhar o arroz ou as batatas cortadas em pedaços juntamente com a carne. Uma questão de gosto! O que não pode faltar neste prato, na minha opinião, é um salpico de vinagre, faz toda a diferença!

Ingredientes

1 fressura de borrego 
2 colheres de sopa de polpa de tomate
1 colher de chá de massa de pimentão
1 colher de chá de colorau
1 colher de sopa de banha de porco (opcional)
3 colheres de sopa de azeite 
1 cebola
1 dente de alho
1 folha de louro
1 pitada de cominhos (opcional, mas se usar vá ponha pouco e vá provando porque têm sabor muito intenso e não agrada a todos)
arroz ou batatas q.b.
água q.b.
sal q.b.
vinagre q.b.

Modo de preparação

Corta-se a fressura aos pedaços. Aloura-se a cebola finamente picada, no azeite e banha. Juntam-se os restantes ingredientes, incluindo a fressura, excluindo o vinagre. Deixa-se apurar em tacho tapado (se necessário vai-se juntando pequenas quantidades de água, apenas o suficiente para não pegar ao fundo).

Quando as carnes estiverem cozidas junta-se água suficiente para cozer o arroz ou as batatas. Rectifique os temperos.

Assim que desligar o lume junte uns salpicos de vinagre a gosto, envolvendo bem.




sábado, 22 de março de 2014

BIFE À CERVEJARIA

BIFES À CERVEJARIA
Conheço 2 cervejarias que têm uns bifes espectaculares (pela qualidade da carne e pelo delicioso molho): a Portugália  e o Café Império. Acredito que haja estas iguarias, melhore ou iguais, noutros locais mas como não sou muito de frequentar restaurantes...conheço estes.

Decidi tentar reproduzir os sabores. E ficaram muito bons! Para a próxima vou fazer uma versão mais adulta substituindo o leite e farinha por natas e juntando ao molho Whisky ou cerveja porque estes apesar de serem à cervejeira não juntei a dita!

Costumo usar bifes das peças acém comprido ou redondo que por norma são mais baratos do que o lombo ou vazia (rabadilha também é boa), embora aquelas fiquem com uns bifes mais desmanchados mas eu gosto e são tenros.

Ingredientes (4 pesssoas)

4 bifes de vaca ou novilho
manteiga ou margarina q.b.
banha de porco q.b. (facultativo)
2 dentes de alho
4 cálices de leite (cerca de 11 colheres de sopa)
2 cálices de café liquido (cerca de 1/2 chávena de chá)
1 colheres de sobremesa de mostarda (ou a gosto)
1 + 1/2 colher de sopa de farinha (usei maizena mas pode ser com outra sem fermento)
Pimenta a gosto
sal q.b.

Modo de preparação

Temperar os bifes com os alhos cortados, esmagados ou ralados, como preferir e deixá-los a tomar o gosto durante um tempo. Os bifes devem ser temperados com sal na altura de serem cozinhados pois já li algures que a carne fica mais rija se temperada com sal com antecedência. Truques!!!
Numa mistura de manteiga e banha fritam-se os bifes de modo a que fiquem no ponto que gostarem, tendo presente que ainda vão cozinhar um pouco no molho e coloque todo o alho na frigideira. Retiram-se os bifes da frigideira e reservam-se tapados para se manterem quentes.
Entretanto prepara-se o molho na frigideira onde os bifes fritaram: junte um pouco mais de manteiga e deixe derreter e todos os restantes ingredientes (leite, café, mostarda, farinha (dissolvi a farinha no leite para evitar grumos) e deixar cozinhar mexendo com vara de arames ou garfo. Temperar com pimenta e deixar ferver um pouco para engrossar e cozer a farinha. Rectifique os temperos.
Quando o molho estiver pronto, coloque os bifes e deixe cozinhar por breves minutos.






terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

TARTE DE REQUEIJÃO À MODA DA AIDA

TARTE DE REQUEIJÃO À MODA DA AIDA

A receita de uma tarte que está na minha posse há cerca de 30 anos. Foi-me transmitida por uma ex-colega publicitária que partiu cedo demais e que guardo no coração. Obrigada Aida Nunes!

Ingredientes

2 requeijões
350 gr de açúcar
50 gr de margarina derretida
5 ovos
1 colher de chá de fermento em pó para bolos
100 gr de farinha de trigo

Modo de preparação

Numa tigela amasse e misture muito bem o açúcar com o requeijão.
Depois de bem misturados junte os ovos, um de cada vez batendo entre cada adição.
Juntar a margarina derretida e por fim a farinha e o fermento.
Deitar numa forma de tarte, untada e polvilhada com farinha e levar a cozer em forno bastante quente, mas não demasiado (180/200º, depende muito dos fornos) durante 25 a 30 minutos (convém verificar com um palito).
Deixar arrefecer um pouco antes de desenformar.
Sirva depois de frio.

Sugestões: Barrar com doce ou geleia de fruta à escolha.

DICAS - PANADOS MAIS SAUDÁVEIS

DICAS - PANADOS MAIS SAUDÁVEIS

Há dias fiz ovos verdes mas resolvi proceder a 2 alterações em relação à minha receita original: não fritar e não usar ovo batido para panar. Este processo pode ser aplicado a outros panados.

No processo de panar que normalmente passo (por esta ordem) por farinha, ovo batido e pão ralado; substitui o ovo batido por leite. Quando faço panados de forma convencional e vejo que o ovo batido não vai chegar e já faltam poucos de forma que não vale a pena partir mais um ovo, também costumo juntar leite ao ovo que ainda resta.

Na altura de os fritar...coloquei-os na grelha do forno (colocando-a na parte de cima) até ficarem com a cor desejada. Caso seja necessário cozinhar para além de dourar (frango, porco, peixe, etc.) o tabuleiro ou grelha deve ser colocado mais a meio do forno. Se precisar de mais cor depois de cozinhados então pode mudar o recipiente para a parte mais acima do forno.

Et voilá!! A rirem-se durante pouco tempo!!!