quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

ENTREMEADA GRELHADA SIMPLES

ENTREMEADA GRELHADA SIMPLES
"Não permito que nenhuma reflexão filosófica me tira a alegria das coisas simples da vida!" Sigmund Freud
Na culinária e gastronomia portuguesa há sabores que nos remetem para lugares mágicos, memórias que nos apaziguam que pela sua simplicidade nos deixa todo um sabor naturalmente "feliz" na boca, nos olhos, na mente, no coração, sem necessidade de temperos elaborados.
Entremeada (com os seus famosos couratos), entrecosto, bifes, salsichas, costeletas, lombinhos de porco...grelhados apenas com sal, seja no carvão, no grill do microondas ou do forno, seja assado no forno...simplesmente divinal!
Só um ingrediente faz toda a diferença (para além da origem da peça de carne!). 
O sal! 
Na minha cozinha só uso sal marinho (o mais grosso), principalmente para grelhados, não o troco por nenhum outro. Faz outra química! Claro que se o mesmo não vai cozinhar de forma a que "derreta" uso flor de sal.
Para esta receita não dou ingredientes, apenas sugestões.
Entremeada - peça inteira, de preferência com costelas (parte com osso é mais saborosa); limpar a pele muito bem com uma faca bem afiada de modo a que corte o mais possível o pêlo que ainda traga agarrado.
Entrecosto - peça inteira mas pode pedir ao talhante que dê uns cortes (sem separar, mantendo a peça inteira) por cima dos ossos para que fiquem pedaços mais pequenos quando for trinchar.
Lombinhos de porco - peça inteira.
No grill - Em cima da grelha com o tabuleiro ou no caso do microondas com um prato, por baixo para recolher os sucos. Com as peças grandes terá dificuldade em grelhar no microondas, mas se só for possível aí corte em pedaços suficientemente mais pequenos para que caibam. No grill do forno sugiro que não coloque muito perto (deixe com distância de cerca de uma mão) para que não queime antes de ficar cozinhada.
Às peças com pele aplico um truque para que a mesma fique tostada: começo a grelhar com a parte que não tem pele virada para cima e quando no ponto, viro e acaba de grelhar com a pele virada para cima. E aqui está uma peça de carne grelhada com a pele estaladiça! Simples! 
Tempero - Sal. Apenas e simplesmente sal grosso, sal marinho. As peças grandes, principalmente as de porco, tempero com antecedência, no mínimo 2 horas antes de confecionar, desperta-lhes o sabor! Peças pequenas tempero na hora.
Trinchar - Toda a carne (assada ou grelhada) deve repousar antes de ser trinchada, para que os sucos retidos no seu interior se voltem a integrar em toda a peça e a mesma fique mais suculenta. Isto porque com o calor os sucos emergem à superfície da peça. Se cortar imediatamente os sucos são desperdiçados ficando a peça mais seca.
NOTA: Se não tiver hipóteses para fazer no grill, não há problema! Pode optar por colocar a peça num tabuleiro de ir ao forno e neste caso o segredo é assar em temperatura média/baixa (a cerca de 150º) para que asse muito lentamente e assim não seque, conservando os sucos no seu interior. Se for uma peça com pele e para que fique estaladiça proceda do mesmo modo: inicie o assado com a pele para baixo e quando estiver no ponto vire a peça e termina de assar com a pele virada para cima.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

BOLA DE CARNES SEMPRE BOA

BOLA DE CARNES SEMPRE BOA (1)

BOLA DE CARNES SEMPRE BOA (2)
A massa desta bola ou folar faz lembrar a das merendinhas mistas que eu comia quando nova! Um delícia!
Os miúdos adoraram!
No espaço de uma semana fiz 2!
Ainda não fiz exatamente como diz a receita que me seduziu, porque fiz com farinha que uso para fazer o pão (tipo 65) e porque não tinha balança digital para pesar algumas quantidades difíceis de acertar por outros métodos (70g de açúcar e manteiga e 160ml de leite). O facto é que de qualquer modo ficaram uma maravilha.
Agora já comprei uma balança digital baratinha...!
(1) Com fiambre e queijo - esta a massa não ficou com consistência de estender com o rolo, mas estiquei com as mãos em cima do tabuleiro. Se usar fiambre e queijo aconselho a cortar no açúcar ou a colocar um pouco de sal. E na próxima coloco mais quantidade de recheio! De qualquer maneira durou 2 dias...
(2) Com carnes de charcutaria - desta vez aventurei-me a colocar mais uma colher de sopa de farinha na massa (depois de amassada na MFP) e colocando farinha na bancada e no rolo já deu para esticar e fica bem mais saborosa devido ao recheio (e com o sal necessário!). Ainda há porque fiz hoje...
Amasso na MFP no programa massa e adicionando os ingredientes segundo as instruções do fabricante.

Ingredientes
500g farinha (na receita em que me baseei diz farinha fina)
70g manteiga derretida
160ml leite
70g açúcar
2 ovos
1 pacote de fermento de padeiro granulado (tipo Fermipan ou Vahiné)
leite  q.b. para pincelar
cerca de 900g de charcutaria variada (toucinho fumado, chourição, paio york, paio do lombo, fiambre, etc)

Modo de preparação
Como disse, eu amasso na máquina de fazer pão, mas aqui vai o modo de preparar manualmente.
Coloque a farinha e o açúcar numa taça e misture.
Faça uma cova a meio e coloque o fermento.
Leve ao lume o leite com a manteiga até esta derreter, mas sem ferver (eu coloco uns 30 segundos no microondas ainda sem que a manteiga esteja totalmente derretida e mexo com um garfo para que acabe de derreter).
Amasse muito bem.
Deixe a massa repousar, tapada com um pano, em local seco e onde não apanhe correntes de ar (por exemplo dentro do microondas ou dentro do forno), até que esta dobre de tamanho, cerca de 1 hora.
Pré-aqueça o forno a 170º.
Estenda a massa em forma de rectângulo, corte em 3 partes iguais.
Num tabuleiro próprio para ir ao forno, disponha os rectângulos distribuindo a charcutaria escolhida entre eles.
Pique a superfície (massa) com um garfo e pincele com leite.
Leve a cozer durante cerca de 25 a 30 minutos
NOTA: Depois de fria corto em quadrados, embrulho cada um em película aderente e coloco-os dentro de um saco de plástico no congelador. De vem em quando os meninos levam para o lanche na escola (basta tirar de manhã que quando chegar a hora do lanche mesmo a meio da manhã já estará descongelada). Fica como se tivesse acabada de ser feita!



             BASEADA NA RECEITA DE ARCO IRIS NA COZINHA

domingo, 27 de janeiro de 2013

ISCAS DE CEBOLADA À MINHA MODA

ISCAS DE CEBOLADA À MINHA MODA
Desde nova que gosto mais das iscas de um animal em detrimento de outro. A minha mãe cansava-se de me dizer qual eu preferia. Sempre que eu queria comprar iscas telefonava-lhe para saber quais eram. 
Finalmente resolvi escrever um memo no telemóvel: "Iscas de vitela"! Simplesmente porque não são tão massudas como as de porco:))

Ingredientes
1 cebola grande
1 dente de alho
1 folha de louro
1 pitada de orégãos (cerca de 1 colher de chá)
1 pitada de cominhos (cerca de 1 colher de chá)
polpa tomate (cerca de 1 colher de chá)
massa pimentão (cerca de 1/2 colher de chá)
4 iscas de figado

Modo de preparação
Cortar as cebolas em rodelas finas.
Picar os alhos.
Colocar todos os ingredientes dentro de um tacho juntamente com sal, picante a gosto e 2 colheres de sopa de azeite e se quiser um pouco de vinho branco.
Deixar cozinhar em lume médio.
Corrigir os temperos com tempo ainda de ferver um pouco caso tenha de acrescentar algo.
Quando as cebolas estiverem macias as iscas deverão estar também.

PERNA DE FRANGO (OU PERÚ) COM SOPA DE CEBOLA (OU DE RABO DE BOI) E CERVEJA

PERNA DE FRANGO (OU PERÚ) COM SOPA DE CEBOLA (OU DE RABO DE BOI) E CERVEJA
Esta é provavelmente a receita de carne mais fácil de fazer...e saborosa!

Ingredientes 
1 pacote de sopa de cebola (ou de rabo de boi)
1 cerveja (qualidade e marca à escolha)
6 pernas de frango (ou 1 perna de perú)

Modo de preparação
Dissolver a sopa escolhida na cerveja (já fiz com cerveja branca, preta e a do rótulo verde...cada uma dá um sabor diferente...mas igualmente bom!).
A mistura deve ser feita: 
- 1º o pó no tacho; 
- 2º a cerveja lentamente mexendo para a mistura ficar homogénea.
Colocar a peça de carne escolhida (eu deixo a pele, pois como não se adiciona outro tipo de gordura, a não ser a que está contida na sopa, mas pode ser retirada) e levar ao lume tendo o cuidado para ir mexendo no fundo do tacho, pois tem tendência para pegar mas passado um pouco começa a criar líquido dos sucos da carne.
Deixar cozinhar a carne e se necessário juntar uns golos de água.
Atenção que não leva mais nada...mesmo!
NOTA: já ouvi dizer que se pode fazer no forno. confesso que nunca experimentei até porque no bico do fogão fica mais económico.

sábado, 26 de janeiro de 2013

OVOS VERDES (COM ATUM)

OVOS VERDES (COM ATUM)
Creio que o nome veio do facto de se incluir no seu recheio muita salsa picada.
São um maravilhoso petisco com várias utilidades: como entrada, como petisco numa festa de aniversário, para piqueniques e como parte da refeição.

Ingredientes (4 pessoas)
8 ovos cozidos + 1 ovo crú para bater
1 lata pequena de atum em óleo (devidamente escorrido; facultativo)
2 colheres de sopa de maionese (uso de compra)
cerca de 8 ramos de salsa picada
uns pingos de vinagre
sal q.b.
pimenta moída q.b.
farinha q.b.
pão ralado q.b. (uso aquele que tem misturado alho e salsa)

Modo de preparação
Depois de cozidos e descascados cortam-se os ovos no sentido do comprimento e retira-se a gema para um recipiente e esmagam-se com um garfo.
Junta-se o atum escorrido, a maionese e envolve-se bem de modo a desfiar o mais possível o atum.
Adiciona-se a salsa picada, tempera-se com o vinagre e a pimenta moída na altura de preferência.
Depois de tudo bem misturado corrigir os temperos e se necessário acrescentar mais, inclusive o sal.
Com ajuda de uma colher de chá, rechear as claras dos ovos (visto que acrescentámos ingredientes às gemas, forma mais quantidade, pelo que eu gosto de cobrir toda a clara para que todo o ovo fique com recheio e não apenas o sítio onde estava a gema).
Passa as metades de ovo, já recheadas, por farinha depois por ovo batido (para esta quantidade é suficiente 1 ovo) e de seguida por pão ralado.
Fritam-se até ficarem com a cor desejada.
NOTA: Posteriormente a ter postado esta receita em vez de os fritar levei-os ao forno até dourarem e ficam uma delicia e é óptimo para evitar os fritos.

RISOTO POBRE

RISOTO POBRE
Veja aqui a receita dos bifes de peru recheados com fiambre e queijo
Veja aqui a receita do esparregado
"O risotto é um prato típico italiano em que se fritam levemente as cebolas e o arbório, ou o arroz em manteiga, e se vai gradualmente deitando fundo de carne ou legumes e outros ingredientes, até o arroz estar cozido e não poder absorver mais líquido.[1]
Risotto, que significa literalmente arrozinho, é um prato típico da região do Norte daItália, mais especificamente ele provém da Lombardia. O risoto data do século XIquando o sul da Itália era dominado pelos Sarracenos e esses trouxeram o grão usado para a preparação do risotto.A receita original de risoto surgiu em 1574. Por quase 200 anos, nesse tempo, havia muito trabalho pela construção de uma Catedral, Duomo di Milano, havia carpinteiros, arquitectos e pintores de toda a Europa. Em uma pequena fazenda poliglota ali perto havia uma comunidade Belga: Valerio de Fianders, mestre na fabricação de vidros, tinha que fabricar algumas janelas para a Catedral e isso lhe trouxe muitos estudantes. Um em particular se destacava dos outros devido a sua habilidade de misturar cores. Seu segredo era misturar um pouco de açafrãoquando o vidro estivesse pronto. Seu mestre sabia da paixão de seu mais prospero aluno por açafrão, mas fingia que não sabia de nada e se limitava a dizer a seu aluno, irritando-o, que se ele continuasse com isso iria acabar colocando açafrão no risoto. Após muitos anos de incomodar o aluno decide aplicar um truque no seu mestre: A filha de Valerio iria se casar e o aluno subornou o cozinheiro para esse colocar no risoto um pouco de açafrão. Imagine a surpresa dos convidados quando viram aquele arroz amarelo. Um teve a coragem de experimentar, depois outro e mais outro e todos adoraram surgindo assim o risotto alla milanese." in http://pt.wikipedia.org/wiki/Risotto

À MINHA MODA:
Fazer um caldo de galinha com um cubo de caldo instantâneo.
Num pouco de azeite refogar cebola e alho (eu ralo estes ingredientes porque há alguém que não gosta de os encontrar no prato).
Juntar o arroz (próprio para risoto, mas já fiz agulha) e deixar fritar até começar a ficar translúcido mexendo sempre.
Ir juntando o caldo de galinha aos poucos e mexer. Sempre que começar a secar juntar mais um pouco de caldo e mexendo.
Quando arroz estiver cozido mas ainda al dente juntar um pouco de manteiga e caso queira umas gotas de sumo de limão ou até mesmo raspas de casca de limão. Muito cremoso! Pode juntar no final queijo ralado ou Philadelphia.
Digo que é pobre porque não levou queijo, nem vinho branco, nem outro ingrediente a fazer-lhe companhia como por exemplo legumes.
Confecionar este prato é como estar num momento de meditação...como não podemos deixá-lo...fazemos-lhe companhia!

ESPARREGADO

ESPARREGADO
Veja aqui a receita dos bifes de perú recheados com fiambre e queijo.
Veja aqui a receita do risotto pobre.
ESPARREGADO (de nabiças ou espinafres ou feijão verde)
Cortar (picar ou ralar) alho e colocá-lo com um pouco de azeite numa frigideira tendo atenção para que o alho não queime o que pode acontecer rapidamente.
Juntar um folha de louro e a verdura previamente cozida, escorrida e passada com a varinha mágica (também pode fazer sem triturar). Deixar ferver um pouco.
O correto é dissolver a farinha em leite e ir juntando ao esparregado mas eu não estou com esse trabalho! simplesmente vou polvilhando a farinha (de milho) e mexendo até cozer a farinha e adquirir a consistência desejada. Caso verifique que ficou muito espesso junte um pouco de água de cozer as verduras ou um pouco de leite e vá mexendo e deixe ferver.
Desligar o lume e juntar umas gotas de vinagre (não sou apreciadora de vinagre mas há certos pratos em que acho indispensável tais como esparregado e grão).

BIFES DE PERU RECHEADOS COM FIAMBRE E QUEIJO (ESPARREGADO E RISOTTO POBRE)

BIFES DE PERU RECHEADOS COM FIAMBRE E QUEIJO (ESPARREGADO E RISOTTO POBRE)

Ingredientes
Bifes de peru
Fiambre
Queijo fatiado (qualquer tipo de queijo desde que não seja muito salgado, flamengo, brie, emental, Camembert, Mozzarela, etc.)
ovo
farinha q.b. (uso farinha de milho)
pão ralado q.b. (uso do que tem ervas)
sumo de limão qb.
pimenta q.b.
sal q.b.
palitos q.b.
óleo para fritar



Modo de preparação
Temperar os bifes com sal, pimento e sumo de limão.
Se forem muito grossos, batê-los um pouco.
Rechear com fatia de fiambre e de queijo. Fechar com palitos.
Bater o ovo. Passá-los por farinha depois por ovo e por último por pão ralado.
Levá-los a fritar até estarem louros. Também pode fazê-los no forno.

TARTE QUEIJADA DE SINTRA

TARTE QUEIJADA DE SINTRA
"Já se encontram referências às Queijadas de Sintra, como fazendo parte de pagamento de foros, no ano de 1227, quando reinava D. Sancho II, o Capelo. Quanto ao local de origem das queijadas parece ter sido em Ranholas, na freguesia de S. Pedro de Penaferrim.
De todas as marcas, a mais antiga é a Sapa, com fábrica na Volta do Duche, hoje explorada por Francisco Barreto das Neves, mais conhecido por “Chico Neves”. Através de documentos, não é possível determinar a relação de parentesco entre “Maria Sapa”, nascida em 1756, e os outros Sapas, também de Ranholas, e que nessa localidade fabricavam queijadas. Considera-se, no entanto, que eram todos daquela família, oriunda daquela localidade.
Em meados do século XIX, aparece em Ranholas uma Maria das Neves, casada com Manuel Antunes, ela da família “Sapa” e que também fabricava o afamado doce.
Com a inauguração do caminho-de-ferro, em 2 de Abril de 1887, o trânsito pela estrada de Lisboa começou a reduzir-se gradualmente e os industriais de queijadas que, até essa data, vinham aos domingos fazer a sua venda a Sintra utilizando burros, viram-se na necessidade de transferir para a vila o seu negócio.
Respeitando a receita dos seus antepassados, as queijadas fabricadas actualmente continuam a merecer a fama que criaram.
Camilo Castelo Branco, no seu livro “Aventuras de Basílio Fernandes Enxertado”, cuja primeira edição é de 1863, diz a certa altura: “Basílio levava na algibeira do albornoz um embrulho de queijadas da Sapa.” A que Sapa se refere? Atendendo a que a primeira contribuição industrial que pagou Francisco Antunes das Neves está datada de 1871 (referente à fábrica de Ranholas) parece poder concluir-se que se refere a seus pais, a Maria das Neves (dos Sapas) e marido Manuel Antunes ou, então, a uma irmã da primeira, Josefa das Neves, que, nessa data distante, também fabricava em Ranholas o mesmo doce com a designação de “Sapa”." In http://www.cm-sintra.pt/Artigo.aspx?ID=3444





Ingredientes
400g de queijo fresco (equivale mais ou menos a 2 queijos grandes ou 4 pequenos)
300g de açúcar
4 gemas de ovos
60g de farinha com fermento 
2 colheres de sobremesa de canela
1 embalagem de massa quebrada de compra

Modo de preparação
Pré-aquecer o forno a 160º.
Colocar a massa numa forma de tarte, com o papel vegetal que ela traz e cortar o excesso de papel.
Picar a massa (fundo da tarte) com um garfo, bem picada, em vários sítios.
Bater o queijo com as gemas.
Juntar o açúcar e bater.
Adicionar a farinha e a canela e bater mais um pouco.
Deitar a mistura na tarte dando um jeito às bordas da massa quebrada para apresentação.
Vai ao forno a 160º durante o tempo total de 60 minutos (30 minutos coberta com papel de alumínio e os últimos 30 minutos destapada).
NOTA: As claras pode guardar, no frigorífico ou no congelador, para quando necessárias. Eu utilizei-as para fazer uma omelete de claras.
Se tiver queijos frescos a mais e não saiba como os aproveitar ou conservar por mais tempo, veja aqui.


sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

BOLO FEITIÇO DOS DEUSES


BOLO FEITIÇO DOS DEUSES
Receita retirada do livro "Teodora e o segredo da esfinge" de Luísa Fortes da Cunha:))
"...Teodora e que é uma fada no mundo paralelo. Ela terá de passar por muitos perigos e enigmas para poder chegar aos 3 potes mágicos. Cada um desses potes tem coisas boas e coisas más, mas não se sabe o que têm no seu interior. Apenas se sabe que um deles está cheio de ouro, outro tem o mais fino azeite e o último, que é o pior de todos contem a peste e tudo de mau...."
Teodora fez um bolo "Feitiço dos Deuses" para levar ao Encontro de Fadas.

Ingredientes
200g de açúcar
2 colheres sopa de mel
250g manteiga
250g de farinha com fermento
5 ovos
1 cálice de vinho do porto
1/2 chávena de açúcar queimado (uso de compra)
1 colher de chá de fermento em pó
1 colher de chá de canela

Modo de preparação

Preparar um tabuleiro (untado e polvilhado de farinha ou forrado com papel vegetal.
Pré-aquecer o forno a 180º.
Bater a manteiga com o açúcar e o mel.
Juntar as gemas continuando a bater.
Bater as claras em castelo e envolver.
Ir acrescentando a farinha aos poucos que foi previamente misturada com o fermento, envolvendo. Juntar a canela.
Acrescentar o açúcar queimado e o vinho do porto.
Deitar no tabuleiro e levar a cozer.
Com um palito verificar se está cozido.
Nota: Tenho por hábito retirar cerca de 50 grs de açúcar aos bolos, mas neste não recomendo! Uma delícia!! Os meus filhos adoram!

BOLO DE ABÓBORA

BOLO DE ABÓBORA
Foto e receita cedida por Filomena Nunes e Valentim Patrício, devidamente testada.

Ingredientes
500g de abóbora
150g de farinha com fermento
150g de açúcar
5 ovos
pitada de sal
manteiga ou margarina e farinha para untar a forma


Modo de preparação
Pré-aquecer o forno a 180º.
Untar a forma com manteiga ou margarina e polvilhá-la com farinha.
Descascar e por a cozer a abóbora com a pitada de sal. Depois de cozida, escorrer e reservar..
Bater gemas/açucar, juntar a abóbora e mexer bem.
Juntar a farinha e mexer.
Bater as claras em castelo e juntá-las ao preparado anterior, envolvendo sempre de baixo para cima e rodando o recipiente, com uma espátula ou colher de pau.
Colocar a massa na forma e cozer no forno a 180º.
Verificar com um palito se está cozido e desenformar depois de deixar arrefecer um pouco.

BOLO DE MEL E CANELA


BOLO DE MEL E CANELA
Foto e receita cedida pela minha amiga Sofia Cunha, devidamente adaptada e testada por ela, na versão sem Bimby.

A 1ª versão a para a Bimby; a 2ª para quem não tem:

Para Bimby:
Ingredientes
2 ovos;
100g de Mel
400g de Leite
300g de Farinha para bolos
220g de Açúcar
80g de Manteiga
2 colheres chá de Canela
2 colheres chá de fermento em pó
amêndoa q.b.

Modo de preparação
Pré-aquecer o forno a 180º.
Untar a forma com manteiga ou margarina e polvilhar com farinha.
Colocar todos os ingredientes no copo excepto a farinha e o fermento e programar 5 minutos, temp. 37°, vel. 3.
Em seguida juntar a farinha e o fermento em pó e programar, 15 segundos, vel.3.
Deitar na forma e levar a cozer durante cerca de 40 minutos, recorrendo à técnica do palita para verificar se está devidamente cozido.
Decorar com amêndoa.


Para quem não tem Bimby (adaptada e testada)
Ingredientes
3 ovos (achei que dois era pouco :))
1 chavena de chá de mel
1 1/2 chavenas de chá de leite 
300g de Farinha para bolos
220g de Açúcar
80g de Manteiga
2 colheres de chá de Canela
2 colheres de chá de fermento em pó
Amêndoa q.b., não tinha, optei por polvilhar com açúcar em pó depois de arrefecido.

Modo de preparação
Pré-aquecer o forno a 180º.
Untar forma com manteiga ou margarina e polvilhar com farinha.
Derreter a margarina no micro-ondas. 
Numa taça juntar todos os ingredientes (excepto a farinha) e bater, quando estiver tudo bem ligado juntar a farinha e bater mais um pouco (só até estar bem misturado).
Levar ao forno a 180º, durante cerca de 40 minutos, recorrendo à técnica do palito para verificar se está cozido.
Parece-me que ficaria ainda mais bonito feito em tabuleiro e depois partido em quadrados :)

BROWNIES


BROWNIES
                                             
(Receita e foto cedida pela minha amiga Sofia Cunha, devidamente testada por ela)

Bolo de origem americana.
Existem várias versões para a sua origem, sendo a mais popular a versão de que foi devido ao esquecimento de uma dona-de-casa em adicionar fermento à massa do bolo de chocolate. 
Todos as donas-de-casa sabem transformar os erros em oportunidades e daí, resolveu cortar o bolo em quadrados e chamar-lhe Brownie.
O livro "Larousse Gastronomique" refere o ano de 1896 como sendo o seu primeiro registo.
Este bolo caracteriza-se pela sua consistência cremosa e húmida e uma fica capa por cima. 
Hoje em dia, existem várias versões de Brownies e vários ingredientes adicionados (nozes, amendoins, amêndoas, pepitas de chocolate, menta, etc.).  Uma das variações é feita sem chocolate e com açúcar mascavado, chamado Blondie.

Ingredientes
5 ovos
2 1/2 chávena (Chá) de açúcar
1 1/2 chávena (Chá) de Farinha
200g chocolate culinária
200g de margarina
1 chávena de nozes partidas (facultativo)

Modo de preparação
Derreter o chocolate com a margarina em banho maria ou 1 minuto e meio no microondas.
Bater os ovos com o açúcar, juntar a mistura de chocolate lentamente e por fim a farinha.
Parar de bater e envolver as nozes (outro fruto seco a gosto ou passas, sugiro eu!).
Vai ao forno em tabuleiro untado, a 180º durante mais ou menos 20/30 minutos.

Dica: Que tal substituir parte do chocolate por after-eight! Ou colocar metade do negro e a outra metade do de leite! Uma questão de fazer experiências!

BOLO DE CHOCOLATE HÚMIDO

BOLO DE CHOCOLATE HÚMIDO
                 
Não é brownie, não é mousse, derrete-se na boca e não .... nas mãos (se comido com garfo ou colher)! Se for comido com garfo ou colher!

Ingredientes

300g chocolate para culinária (*)
8 ovos à temperatura ambiente
8 colheres de sopa de açúcar (depois de encher a colher abane um pouco para cair o excesso)
2 colheres de sopa de manteiga derretida
2 colheres de sopa de farinha para bolos (fazer o mesmo que sugiro nas medidas de açúcar)
(*) uso 200g de chocolate 70% cacau e 100g do que tem 30% cacau, mas fica ao vosso critério. Este bolo não é muito doce!


Modo de preparação
Untar com manteiga e polvilhar com farinha uma forma de fundo amovível (pode colocar papel vegetal no fundo e untar e polvilhar apenas os lados).
Ligar o forno a temperatura alta (ponho 200º).
Depois dos ovos lavados, separar as gemas das claras.
A partir deste ponto o ideal é fazer os 3 passos distintos em simultâneo, com a ajuda de alguém ou de máquinas. O ideal! Mas se não puder, depois de derreter o chocolate começa a bater as claras.
Juntar o açúcar às gemas e bater muito bem, até ficarem mais claras "esbranquiçadas", fofas e a fazerem bolhinhas.
Derreter o chocolate (em banho maria ou no microondas), tendo o cuidado para não deixar derreter na totalidade (retirando do calor ainda com pedaços de chocolate por derreter, mexer um pouco para acabe de derreter esses pedaços. Se necessário levar novamente ao calor mas verificando com atenção quando já dá para derreter o chocolate todo sem que esteja no calor, para que não "coza" o chocolate).
Juntar a manteiga ao chocolate e misturar.
Enquanto isso, bata as claras em castelo bem firmes (lembre-se que as claras já batidas não devem esperar para não começarem a quebrar e a largarem liquido).
Juntar a mistura de chocolate e manteiga às gemas continuando a bater (deitar uma pequena quantidade para "temperar" as gemas e depois deitar tudo o resto da mistura de chocolate.
Parar de bater e envolver as claras na mistura com movimentos de baixo para cima e rodando o recipiente. É natural que a mistura esteja com uma consistência mais dura (manteiga e chocolate arrefeceram) e torne difícil a tarefa de envolver as claras sem ter que bater correndo o risco de tirar o ar às claras. Nesse caso junte 2 ou 3 colheres de claras à mistura e bata até que fique com a consistência mais mole. Adicione o resto das claras, agora sim com o cuidado descrito no início do parágrafo.
Separar cerca de 1/3 desta mistura e reservar.
Ao restantes 2/3 juntar a farinha polvilhando e envolvendo delicadamente.
Deitar a mistura com a farinha dentro da forma e levar a cozer entre 15 a 20 minutos (na posição do meio do forno). No meu forno a 200º leva 17 minutos.
O teste do palito neste bolo não resulta porque o bolo deverá ficar mal cozido mas não crú. O melhor a fazer passados os 15 minutos é abanar um pouco a forma e se lhe parecer ainda líquido deixe no forno mais uns minutos, indo controlando.
Deixar arrefecer um pouco, desenformar e cobrir com a massa (mousse) que reservámos.
Para guardar no frigorífico sugiro espete uns palitos no bolo e cubra bem com papel de alumínio.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

BATATAS ASSADAS COM ALECRIM E ALHO

BATATAS ASSADAS COM ALECRIM E ALHO
                     
O alho inteiro (com casca) é o ingrediente surpresa e mágico deste prato. Dá um sabor particularmente agradável.
Não deve ter receio que fique a saber muito a alho, porque cozinhado desta forma fica como que caramelizado e mais adocicado. 
Pode aproveitar a utilização do forno, quando faz assados, incluir umas cabeças de alho devidamente lavadas e cortadas ao meio e deixar assar (pode assá-las embrulhadas em papel de alumínio, regadas com um fio de azeite, pitada de sal e erva aromática a gosto tomilho ou alecrim ou orégãos). Depois é só retirar-lhes a casca, esmagá-los e guardar a pasta (por exemplo no congelador, em pequenas doses, em película aderente, dentro de saco de plástico) e ir juntando aos mais variados pratos (massas, arroz, tempero para frango assado, tempero de carnes, etc.).

Ingredientes (4 pessoas)

4 Batatas médias
1/2 cabeça de alho bem lavada
1 cebola média ou 4 cebolinhas pequenas
1 ramo de alecrim (pode optar por tomilho ou orégãos) 
sal q.b.
azeite q.b.
colorau q.b. (cerca de 1 colher de sobremesa)

Modo de preparação

Pré-aquecer o forno a 200º.
Partir as batatas em quartos (com ou sem casca) e temperá-las com sal grosso, de preferência, colorau e ramo de alecrim e envolver.
Colocar as cebolas às rodelas finas no fundo de um tabuleiro.
Por cima destas, coloca-se as batatas juntamente com o alho com a parte cortada virada para baixo para que os sucos deste se misturem no molho, rega-se com azeite.
Vai ao forno até as batatas estarem cozidas e loiras. Mexer com um garfo de vez em quando, para misturar os sabores durante a cozedura e para que as batatas corem um pouco mais por igual.
Esmagam-se os dentes de alho, retirando a casca, e misture novamente nas batatas envolvendo delicadamente para não as desfazer.

Nota: Pode reduzir um pouco a quantidade de azeite e espalhar uns bocadinhos de banha de porco por cima das batatas antes de levar ao forno. 
Pode igualmente juntar margarina ou manteiga que ajuda a dourar as batatas.









sábado, 19 de janeiro de 2013

Sonhos de Abóbora

                                 SONHOS DE ABÓBORA

Esta receita foi gentilmente cedida pela minha amiga Sofia Cunha e muito apreciada cá em casa.
Muito fácil de fazer.

"SIGNIFICADO DOS SONHOS 
SONHAR COM ABÓBORA

Significado dos sonhos – Abóbora: Nas sociedades arcaicas, ter filhos era considerado uma grande sorte. Sonhar com abóbora, significava então conceber um filho, as sementes da abóbora sendo um símbolo de fertilidade. Nos dias de hoje, este sonho quererá significar: sorte, êxito, conceber um filho.
No geral é um sonho de bom augúrio, anuncia esperança em conseguir êxitos financeiros, lucros inesperados, uma herança de família. Quando está cheia e com pevides, a abóbora é o símbolo da sabedoria. Ao inverso, quando está seca é o símbolo da ignorância. Sonhar que está plantando abóboras: brevemente surgirá uma tarefa estafante, possíveis problemas com a pessoa amada. Colher abóbora, anuncia sucesso em actividades importantes, um aumento de renda inesperado. Comer a abóbora: cuidado com prejuízos, com doença em casa. Comprar torta de abóbora: infelicidade nos assuntos amorosos." in http://www.portaliol.com/sonhos/sonhos-zz-significados-abobora.htm

Ingredientes
2 Kg de abóbora (este peso é com casca e sementes)
Raspa de 1 limão
400g de açúcar amarelo
500g de farinha (uso Branca de Neve, rótulo azul)
3 ovos
1 pitada de canela em pó
1 cálice de aguardente

Modo de preparação
Na véspera descasque a abóbora e retire as sementes.
Parta-a aos pedaços mais ou menos iguais e pequenos e leve a cozer num tacho com pouca água. Assim que a água começar a ferver junte um pouco de sal.
Quando estiver cozida, escorra através de um passador de rede e deixe-a a escorrer durante a noite (dentro do passador de rede sobre um recipiente, ou embrulhada num pano que se ata e pendura - eu deixo pendurado da torneira do esquentador - com um recipiente por baixo).
No dia seguinte, pressione a abóbora com uma colher sobre o passador ou aperte-a dentro do pano, para que saia o mais possível de água.
Misture todos os ingredientes numa taça e amasse bem, idealmente com as mãos, espremendo a abóbora para que se desfaça o mais possível.
Faça uma mistura de açúcar com canela e reserve.
Com ajuda de uma colher, empurrando a massa com os dedos ou com outra colher, vão-se fritando em óleo abundante. A quantidade de cada sonho, ao colocar na frigideira, não deve ser superior a uma colher de sobremesa mal cheia para que tenham tempo de cozer por dentro sem queimarem. 
O maior desafio é acertar com a temperatura do óleo.
Quando ficarem dourados, como deseja, e o peso do sonho ma espumadeira dê a sensação de estar leve, retire para cima de papel absorvente e passe pela mistura de açúcar e canela.

Nota: Pode parecer que não estão cozidos caso abra um enquanto quente para verificar, mas depois de arrefecerem "encorpam" e ficam muito fofos.